DGS  otorrinolaringologia Dr. Décio Gomes de Souza
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C2-2)  TUMORES MALÍGNOS

      a) Carcinoma espinocelular (fig. 6d):

         É o carcinoma mais freqüente e pode se originar da mucosa da fossa nasal ou dos seios da face (câncer interno ou intracavitário), ou ainda da pele da região (câncer externo) e invadir as fossas nasais.

          O tratamento pode ser radioterápico e/ou cirúrgico de acordo com o estadiamento do tumor.

Figura 6d – Carcinoma nasal

            O intracavitário pode ser dividido em três tipos de acordo com a provável localização da lesão inicial :

            - Câncer da infra-estrutura: do soalho do seio maxilar, ou soalho da fossa nasal, pé do septo ou cabeça do corneto inferior.

                  O da fossa nasal provoca rinorréia purulenta e epistaxes com presença de um tumor vegetante que pode abaular a asa nasal.

                  O do seio maxilar provoca epistaxes, neuralgias dentárias e sinusite com rinorréia purulenta fétida. Pode provocar abaulamentos no palato ou no sulco gengivolabiojugal.     

            - Câncer da meso-estrutura : é o que se inicia na porção alta do seio maxilar ou da zona respiratória da fossa nasal.

                  O da fossa nasal tem sintomatologia semelhante ao anterior e pode provocar abaulamentos no soalho orbitário e parede anterior do seio maxilar,  com exoftalmia e deslocamentos do globo ocular para cima, podendo invadir a fossa ptérigo-palatina.

             - Câncer da supra-estrutura: é aquele primitivo da região naso-etmoidal. Aparecem vegetações ao nível do meato médio com invasão da parede medial da órbita provocando exoftalmia, oftalmoplegia e edema palpebral. Pode haver invasão do seio esfenoidal e cavidade intracraniana.

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