DGS  otorrinolaringologia Dr. Décio Gomes de Souza
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B1)  FUNÇÃO RESPIRATÓRIA

      A) canal de passagem do ar: apresenta uma corrente de ar parabólica quase laminar com certo grau de turbilhonamento (fig. 4a). Existem áreas de resistências nasais (vibrissas, válvula nasal, cabeça do corneto inferior, etc.) que tem importância na fisiologia respiratória promovendo uma contração mais efetiva da musculatura respiratória como ação reflexa a essa resistência.

Figura 4a - fluxo inspiratório

      B) filtração e esterilização : as vibrissas filtram as partículas maiores e as menores se aderem ao muco e são eliminadas pelos batimentos ciliares que levam o muco para a rinofaringe (fig. 4b). No muco existe ainda a lisozima, uma enzima bactericida.

Figura 4b – epitélio respiratório

      C) umidecimento e aquecimento: para uma melhor hematose o ideal é que o ar chegue ao alvéolo pulmonar com 100% de saturação de água dos quais 79% são conferidos pelo nariz. O ar é aquecido até uma temperatura de 32-34*C para temperaturas externas de -8 a +40*C. Esses dados mostram como é fundamental a respiração nasal para as trocas gasosas e como é impressionante que essa função se realize em um pequeno trajeto do aparelho respiratório e de uma maneira tão rápida. Essas funções são reflexas e se devem à grande vascularização das fossas nasais e ao seu controle neuro-endócrino.

      D) reflexos nasais : existem uma série de reflexos que auxiliam na mecânica respiratória (naso-toráxico), fluxo brônquico (naso-brônquico), trocas gasosas (naso-pulmonar) ena defesa (esternutatório).

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