DGS  otorrinolaringologia Dr. Décio Gomes de Souza
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B2c) FISIOLOGIA DOS MÚSCULOS DA ORELHA MÉDIA

                        A contração dos músculos da orelha média ocorre reflexamente após a exposição a um som intenso (acima de 70 dB). Portanto a via aferente do reflexo é a audição (nervo auditivo) e a via eferente é o nervo facial para o estapédio e o trigêmio para o tensor do tímpano. As vias centrais estão no tronco cerebral existindo vias cruzadas e não cruzadas: a contração é bilateral.

                        O primeiro a se contrair é o estapédio existindo um tempo de latência entre a exposição ao som e a contração dos músculos. A contração do estapédio traciona posteriormente a cabeça do estribo rodando a platina, empurrando um pouco sua extremidade posterior em direção à janela oval e afastando mais acentuadamente a extremidade anterior (aumenta a rigidez da articulação estapédio-vestibular e aumenta a capacidade do vestíbulo). A contração do tensor do tímpano traciona medialmente o cabo do martelo tencionando a MT e empurrando a platina para a janela oval. Portanto o tensor aproxima a platina do estribo da janela e o estapédio a afasta (Fig.2c).

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Direção dos movimentos com a contração  Eletromiografia, deslocamentos e microfonia após exposição a um som intenso curto e longo

Figura 2c – Fisiologia dos músculos da orelha média

Efeitos da contração dos músculos da Orelha Média

            I)   Proteção : a contração reflexa simultânea dos músculos timpânicos, principalmente do estapédio, provoca um aumento na rigidez da cadeia tímpano-ossicular diminuindo em cerca de 30 dB a intensidade do som que alcança a janela oval. É uma ação protetora para as células ciliadas do órgão de Corti que podem ser lesadas quando a orelha é exposta a sons muito intensos. Como existe um tempo de latência entre a exposição ao ruído e a contração dos músculos sons explosivos podem causar lesões no órgão de Corti.

            II) Acústicas : facilita a audição em ambientes ruidosos (com sons de freqüências graves).

                 a) o modelo de movimentação do estribo aumentando a capacidade do vestíbulo facilita a transmissão de som menos intensos para a orelha interna.

                 b) o aumento da rigidez da cadeia aumenta a impedância, principalmente para sons de freqüências mais graves, facilitando a audição para freqüências mais agudas.

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